terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

EUELALEU

Os fatos que se ligam fazem tudo ficar claro, como um feixe de luz.
Num destes capítulos do tempo, nos cruzamos.
Eu lembro bem. Apesar disso, não tenho condições de contar o que sei.
Porque simplesmente não tenho memórias.
Uma espécie de Déjà Vu de uma história de que não há provas que foi vivida.
Mas aconteceu. Eu vi.
"Como pode haver luz nas trevas?", pergunta uma encantadora mulher, provocando-me.
E eu respondo que há coisas que não se respondem. Ou melhor. Não se explicam.
Ela sabe disso. E não há escuridão de verdade.
As trevas deixamos para trás, naqueles trechos tensos da biografia que será escrita
Porque igual a aquele capítulo que te vi, naquele passado que não se sabe
Feito maripousa segui a claridade e cheguei até aqui com ar de passarinho
Explosão de euforia. Daquele que treme a perna.
E o que fica óbvio, neste conto todo, abre mão de mais dizeres
Novamente, num cruzamento, seguindo a ordem das coisas da vida, nos cruzamos
Para a história, nossa história, enfim, ter seu começo com as bençãos do destino.