domingo, 14 de dezembro de 2008

Capitalismo Conspiracy

não duvido que em breve lancem um produto assim, descaradamente...

Vivemos em sua sociedade ativa... O ser humano é completo de energia e poder. A questão do trabalho existe desde o início de nossa história. Cada indivíduo possuía dentro da sua comunidade, assim como atualmente, uma função. Com todo mundo cooperando, a sociedade coletiva se finca e progride. Em tese, é assim até hoje.

Os índios brasileiros, por exemplo, são indivíduos coletivos, que exercem cada um suas funções. Não sei como as coisas andam atualmente, devido à série de modificações nos hábitos indígenas, mas antigamente um índio tinha a obrigação de coletar alimentos, outro ficava responsável pela espiritualidade da tribo, outro em reparar e construir moradias, e por ai vai. Fazia-se o necessário e somente o necessário. E todos eram felizes.

Acostumamos-nos a trabalhar. E o ato do trabalho é visto como uma obrigação essencial nas nossas vidas. Um desempregado ou uma pessoa que nunca trabalhou na vida são colocados á margem da sociedade.

Obviamente, o ócio não é algo agradável para o indivíduo. Devemos praticar alguma atividade para que nossas mentes não fiquem vazias ou desocupadas.

No entanto, parando para pensar, passamos metade de nossas vidas nos dedicando a alguma atividade, seja ela qual for. São horas e horas de estresse e esforço diário. Quando a pessoa não possui um emprego, compensa o tempo livre à procura de um. Fica a dúvida: Tal esforço é para manter a mente ocupada ou por outro motivo? Vá a um shopping center, observe a movimentação do comércio e me responda essa pergunta.

Quantas pessoas no mundo têm acesso a informação? Quantas estão dispostas a questionar o que é informado? Vivemos em um mundo encenado. Bombardeio de informação e de entretenimento. O homem, atualmente, possui uma infinidade de artigos que lhe proporcionam diversão. Mente ocupada e relaxada... Talvez seja isso que “eles” queiram.

A pior de todas as invenções, no que se diz respeito à fortificação da alienação, foi a televisão. Novelas, programas humorísticos, jogos de futebol, e uma série de produtos inúteis. Da programação diária, na TV Globo, por exemplo, quantas horas são destinadas à informação? E dessas horas, quais informações realmente interessam à sociedade?

Voltando ao assunto “trabalho”, fica a questão. A grande maioria da população passa horas e horas trabalhando ou à procura de um trabalho. Não para manter a mente ocupada, mas sim pelo fruto do emprego: O dinheiro. Artigo criado pelo capitalismo para escravizar mentes. Nossas mentes.

Os donos de grandes empresas e detentores das riquezas mundiais não querem uma sociedade consciente. Quanto mais idiota você for, melhor. Quanto mais informações você receber, melhor. Com a mente cansada do trabalho e com o bombardeio de informações e entretenimento, as chances de uma pessoa parar para refletir sobre algum fato são mínimas.

“Necessidades adquiridas na seção da tarde”. O fruto de seu trabalho é gasto com coisas superficiais, que, na maioria dos casos, são divulgadas através da caixinha mágica (TV). Mentes escravizadas.

Não esqueça que existem seis bilhões de pessoas no mundo, e isso será sempre um ciclo. Nascer, crescer, reproduzir, CONSUMIR, e morrer. Infelizmente, não dá para mudar o mundo sozinho, mas você sozinho consegue fazer um bom “estrago”. Então porque não nascer, crescer, refletir e questionar e completar nossa missão?

Um comentário:

  1. Quem fez/faz história, escuta desde sempre: 'O trabalho é o que dignifica o homem'. Mas que dignidade eh essa? Se trabalha pra que? pra quem? Apertar parafusos nunca foi uma função social...
    Sobre mudar o mundo sozinho, 'lá da onde eu venho' (rs), costuma-se dizer uma frase que eu não canso de repetir: 'um mais um é sempre mais que dois'. Chega MAIS que tá só começando! E não é que (qse) td q eu aprendí sobre a luta veio de uma conterrânea sua? ;)

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