segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Sabia que você financia o orgasmo alheio?

Depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) informou que iria liberar o acesso às notas ficais da verba indenizatório, deputados de todo o Brasil brocharam de medo. Começaram a pensar então como explicar o aparecimento de estabelecimentos como motéis na conta.

Pois é companheiro. Enquanto você está ai, cabisbaixo e triste com a situação política do nosso país, tem gente gozando a vida! E o pior: Com teu dinheiro. Huhauahuahua.

O discurso midiático contra a esquerda

Uma coisa é certa: Opinião pública é diferente de opinião publicada. Diante dos últimos acontecimentos na política brasileira, é notável um bombardeio de informações negativas contra o então presidente Lula, por parte da mídia nativa, apoiada diretamente pelos partidos neo-liberais. Querem transformar a opinião deles em opinião pública, e estão conseguindo atingir esse objetivo.

Devemos tomar muito cuidado com os conceitos que estamos formando. Ter em mente que o PT é um partido corrupto, hipócrita, que Lula é um escroto, que Sarney é ladrão, são idéias que surgem, em conseqüência do ataque midiático, e que devem ter uma reflexão muito mais aprofundada. No fim das contas, é justamente isso que eles querem na boca do povo.

O blogueiro que vos fala caiu algumas vezes na armadilha midiática, e no senso comum. Mas com uma reflexão maior, pude perceber que além dos problemas no Senado (que não estão concentrados somente na pessoa do Sarney) e do PT, existem situações mais preocupantes a se avaliar.

O discurso que a mídia procura é o do sensacionalismo, misturado com o fato dela nunca ter aceitado o presidente Lula, e procurando alternativas e brechas para atacar a imagem do presidente - assim como fez em 2005, no escândalo do mensalão. Insinuar que Lula e seu governo são os mais antiéticos do mundo, enquanto que José Serra e Cia (que agora conta com uma candidata verde) são os detentores da moralidade é a intenção maior.

A mídia tem feito uma campanha massiva contra Lula e o PT, quando na verdade não há essa tempestade toda que a gente assiste no Jornal Nacional, ou lê na revista Veja. A crise no Senado existe, mas da forma que é abordada pode-se dizer que ela é fictícia. Lina acusa, não prova e Dilma é a mentirosa da história. E agora Marina Silva, que passou 30 anos militando no PT a favor de causas sociais e ambientais, só AGORA, por fazer parte de um partido verde (tucanos gostam de verde, florestas) é que ganhou notoriedade.

O mais triste nisso não é perceber que a mídia brasileira está apelando para atitudes de baixo nível, e sim perceber que a sociedade anda acomodada. Todos os setores da população, antes minimamente politizados, andam entretidos demais com a novelinha da Rede Globo ou com outras atividades.

Marina Silva, mais por vaidade do que pela luta ambiental que tanto a caracteriza, deu um tiro no pé e no peito da esquerda brasileira... Resta saber pra que lado ela vai puxar o partido verde.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Reavaliação do sistema

Um conhecido que leu meu blog, e que preferiu não se identificar com medo de represárias, me incentivou a diminuir o veneno na escrita, pois futuramente essa atitude poderia me causar sérios problemas!

Na hora, me senti como se estivesse sendo mirado pelo ex-presidente Fernando Collor, com aquele olhar psicótico genético de quem parece que vai matar você!

Sabe como é né? Melhor ficar quieto se fazendo se doido! Quando tiver um furo eu solto. Muahuahuahua.

Senado, pra frente, Suplicy presidente!

Se minha proposta for aceita, o limite de tempo de fala de casa senador terá que aumentar em uns 10 minutos

Certas bandeiras só devem ser levantadas se existir coerência. É o que pelo meno sprega a hipócrita e falsa moralista mídia nativa. No caso da corrupção, por exemplo, não adianta o cidadão ficar dizendo em horário eleitoral que vai combatê-la se quando ele está no poder fecha os olhos e faz de conta que nada existe. E, como se vê diariamente nos telejornais, a ética é uma dádiva que está sendo desprezada nos bastidores do cenário político nacional.

O PT se mostra um partido incoerente. Incoerente por levantar uma bandeira que não se mantém firme e incoerente assim como todos os partidos existentes. Esse pelo menos é o discurso que a mídia quer e passa para a população. Mas mesmo no meio de leões e tubarões do poder existem sujeitos comprometidos com os ideais que sempre lutaram e defenderam. E uma desses caras se chama Eduardo Suplicy.

Com seu jeito único, caracterizado pela calma, pela prolixidade (que em algumas situações chega a irritar) e pela lombra eterna, Suplicy nunca deixou de falar o que pensava, mesmo quando seu partido tomou posições diferentes. No caso do mensalão e agora com a crise no Senado, ele tenta se mostrar como a voz petista da indignação. Claro que por trás disso existe um eleitorado, e que essa pirraça não leva a lugar algum.

Ontem, na tribuna, o senador paulista comentou mais uma vez sobre o mal estar presente no Senado Federal, e como a população brasileira assistia o caso com repúdio - repúdio esse causado pela interpretação induzida de alguns fatos pela sociedade. Cobrou mais uma vez explicações de Sarney, contornou o fora que levou no dia anterior, e, numa alusão ao futebol, levantou um cartão vermelho para o presidente da Casa, sugerindo que este fosse expulso da cadeira que ocupa. "Dei cartão vermelho porque o povo entende de futebol", disse o petista.

Parece que, na verdade, quem deixou aquele papel avermelhado nas mãos de Suplicy foi O Impostor, do Pânico na TV. O cara é foda! Foi desmascarado no Congresso, mas conseguiu completar sua missão - que era de entregar um cartão vermelho para Sarney.

Eduardo Suplicy tem pinta de conservador, mas é bom moço. Parece uma versão do ministro do Meio Ambiente, Minc, de paletó e gravata vermelha. A diferença é que o petista não deixa claro que fuma maconha! Huahuahauhuaa...

Enfim. Pela meninisse de Suplicy, diante da conjuntura nacional, acho que o Senado Federal merece um novo presidente!

AH! CHEGUEI na postagem de número 23! Muhauahuahua!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

O inferno nem é tão longe

Gostei dessa imagem hehehehe

O bom velhinho e ex-coronel (digo ex por ele estar meio aposentado na área) maranhense José Sarney (PMDB), que atualmente relaxa na presidência do Senado Federal, teve um ataque de chilique ontem (24), enquanto discursava na plenária. O motivo da brabeza toda foi porque o senador e eterno chapado Eduardo Suplicy (PT) pediu explicações a Sarney sobre as 11 acusações contra o ex-coronel, que foram arquivadas pela Comissão de Ética.

Suplicy disse que, pressionado pelos seus eleitores, era necessária uma explicação de Sarney sobre as acusações. "A situação no Senado não está tranquila, não está resolvida", afirmou ele.

"Nossa voz acabou não sendo ouvida, por uma ação da presidência do PT, do Palácio do Planalto, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", lembrou, como um menino chorão, o fato de Lula ter apoiado Sarney.

O comentário aconteceu enquanto o velhinho discursava, há mais de meia hora e para uma plenária totalmente esvaziada (onde só cinco senadores estavam presentes), sobre Euclides da Cunha. No momento da interrupção, Sarney se doeu, e disse que Suplicy foi indelicado com o ato.

Parece que o ego subiu à cabeça. Sarney sempre se achou dono do mundo... Agora então nem se fala né!? Parece que os senadores vão ter que aturar e sofrer com as caduquices do ex-coronel por muuuito tempo! E EU ACHO É BOM! Muahuahuahua.


Como na música de Nação Zumbi, chamada "inferno", eles vão ter que cantar muito: "O inferno nem é tão longe... eu sei".

Open your eyes

Diferente das que costumo escrever, tenho uma história a contar.

Hoje, vindo para o trabalho, naquela mazela matinal, vi um cidadão subindo no ônibus que eu estava, e ele começou a fazer aqueles discursos de quem vai pedir ajuda nos minutos seguintes.

Era um cara que estava numa casa de recuperação para usuários de drogas pesadas, e que pedia uma colaboração financeira para continuar com o seu tratamento.

E, no fim de tudo, ele citou um versículo biblíco, João 8:32 para ser mais específico, que diz o seguinte: "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará".

Sem se prender a interpretações religiosas, abram suas mentes sobre o versículo.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Eu vejo o futuro repetir o passado

E começa tuuudo de novo...

Como já dizia Karl Marx, “a história se repete como farsa”. E tomando como ponto de análise os últimos acontecimentos na política brasileira, vemos que o filósofo comunista estava mais do que certo.

A crise no Senado Federal, a candidatura de Marina Silva à presidência e o depoimento de ex-secretária da Receita Federal chamando Dilma Rousseff de mentirosa são alguns exemplos. E todos giram em torno de um personagem principal: O PT.

O Partido dos Trabalhadores é hoje, graças ao presidente Lula, a representação partidária mais forte da esquerda brasileira. Mas nem tudo são flores. Em 2005, quando aconteceu o escândalo do Mensalão, a mídia e os partidos de direta intensificaram forças para destruir a imagem de Lula e de seu partido. Foram várias acusações e associações. O Jornal Nacional e a revista Veja, principais símbolos da mídia direitista, noticiavam todo o tempo o escândalo de corrupção, associando diretamente o fato ao PT. Apareceu até um deputado dizendo que Lula sabia de todo o esquema.

Mesmo sem conseguir provar nada, a mídia brasileira conseguiu abalar a credibilidade do governo.

Depois, diminuíram a intensidade dos ataques. Acreditavam que Lula se afogaria na lama que eles criaram. Mas o que a mídia nem a direita neo-liberal contavam era com o forte discurso do presidente. Além disso, a militância petista manteve-se ao lado do partido, com exceção de uma Heloísa Helena ou outra.

Falando na psolista, Heloísa foi, depois de ter saído do PT, estereotipada pela mídia como a candidata esquerdista da ética e da moral. Trouxe muitos eleitores pro seu lado, como numa helenomania, mas não conseguiu destruir o projeto lulista. A prova disso é que seu Luiz Inácio Lula da Silva foi reeleito em 2006.

Agora a situação é diferente, mas igual. Não temos mensalão, mas temos crise no senado. Não temos Heloísa Helena, mas temos Marina Silva. Não temos Roberto Jefferson acusando Lula, mas temos Lina acusando Dilma. E novamente o PT é protagonista na política brasileira.

E Serra? Onde está nessa história? O tucano chupa-sangue só é citado pela grande mídia em eventos positivos. Já saem matérias Brasil afora elogiando o governador paulista por suas medidas ambientais - como num antídoto anti-marina. São poucos os ataques contra a sua pessoa, assim como foi com Alckmin, em 2005.

Mas, assim como foi em 2006, e sem farsa, em 2010 veremos mais uma vez um vitória contra a mídia e o neo-liberalismo. E, quem sabe, não nos emocionemos com uma mulher guerreira tomando posse do Governo Federal.

E a estrela voltou a subir

"Por favor, não me deixe só meu amor"

Em mais uma jogada de mestre, Lula conseguiu convencer o senador e líder do PT na câmara, Aloízio Mercadante, a não deixar o posto de liderança. O argumento usado foi que depois de 30 anos de militância juntos, Mercadante não tinha o direito de abandonar o presidente no momento em que a mídia e a oposição tentam destruir a imagem do Partido dos Trabalhadores.

Leia na íntegra a carta do presidente:

"Meu companheiro Aloizio Mercadante,

Ontem à noite tivemos uma longa e franca conversa uma entre tantas nesses mais de 30 anos de companheirismo e amizade em comum. Você me expressou novamente, como tem feito publicamente, sua indignação com a situação do Senado federal e suas duras críticas ao posicionamento da direção do PT nos processos no Conselho de Ética. Respeito sua posição e considero um direito legitimo você expressá-las para a militância do PT e para a sociedade. Bem como continuar lutando por uma reforma profunda no Senado.

Mas, não posso concordar com sua renúncia da liderança da bancada do PT. Você tem todo o apoio de nossos senadores e senadoras. A bancada e eu consideramos você, Mercadante, imprescindível para a liderança.

Não tem sido fácil construir alianças e aprovar projetos tão relevantes ao nosso governo para superarmos a grave crise econômica internacional, como estamos superando, distribuir renda, implantar novas políticas públicas e melhorar a vida do nosso povo. Todo esse processo depende do Senado. Você tem contribuído decisivamente e sua liderança é fundamental para as nossas lutas no Senado.

Mercadante, estamos juntos há 30 anos travando as lutas que interessam ao povo brasileiro e mudando a história do país. Dificuldades e divergências fazem parte dessa caminhada, mas são menores do que ela. Em nome dessa história e dessa caminhada, fique na liderança. Esse é um pedido sincero de um velho amigo e sempre companheiro.

Luiz Inácio Lula da Silva"

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

E a estrela caiu

Ééé companheiro... é bom se ligar!

E a estrela do PT parece estar em queda livre. Parece que em todo penúltimo ano de governo, ele tem que entrar em crise. Diferente de 2005, quando foi a vez do “Mensalão”, o Partido dos Trabalhadores vive hoje o maior momento de incoerência política de sua história. Tudo isso em prol da permanência no poder e da aliança com o PMDB. Mas fazer o que né!? Ócios do ofício, e que fazem parte da política.

No dia em que os jornais noticiavam a saída de Marina do partido, noticiavam também o desfecho do caso Sarney no Senado Federal. Tudo bem que Lula precisa do PMDB, precisa apoiar o senador maranhense e que sem eles não há governo, mas interferir nos rumos e decisões políticas dos senadores petistas da casa foi um ato exagerado.

“Como nunca antes na história do Brasil”, Lula tem se mostrado um coronel dentro de seu partido, na tentativa de eleger sua sucessora ao trono republicano. Sem muitas conversas, ordenou que os petistas integrantes da Comissão de Inquérito do Senado arquivassem as denúncias contra o então presidente da Casa. Na mídia e para a população, antes da votação, o PT disse o tempo inteiro que não iria apoiar mais corrupção em Brasília.

O resultado foi o esperado: crise. Aloízio Mercadante pediu pra sair do posto de líder, Flávio Arns disse estar “envergonhado” com o PT e a população assistiu a uma troca de farpas entre a bancada e a cúpula do partido.

Me recordo da “Carta ao Povo Brasileiro”, documento feito pelo Partido dos Trabalhadores, onde insinuaram que estariam presentes na luta contra à corrupção. Mas, como já me disseram várias vezes, “quem entra na política corre o risco de se contradizer”. E o PT e seu líder extremo máximo se contradisseram. E envergonharam mais uma vez a população brasileira.

Envergonha, na minha concepção, porque por mais que “faça parte do jogo”, existem motivos para que a mídia e seus aliados direitistas tenham tanta excitação em detonar Lula e Cia.

No fim de tudo, o PT sai arrebentado, mas pelo menos garantindo momentâneamente o apoio do PMDB. E Lula dizendo que essa crise não existe. E que nenhuma marolinha vai chegar.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

E Marina se decidiu...

É... todo mundo calou.

Como já era esperado pela população brasileira, exceto pelos petistas, Marina Silva informou ontem que não faz mais parte do Partido dos Trabalhadores. A notícia foi recebida com muita alegria pelo Partido Verde (PV), que ganhará provavelmente uma candidata de peso para a presidência da república. Hoje pela manhã vi tucanos cantalorando de alegria... Agora os passarinhos terão alguém importante na luta pelo ambientalismo!

Sua entrada para o PV e candidatura à presidência da república significam muitas coisas. Enquanto de um lado tem-se uma conquista na luta pelo desenvolvimento sustentável, de outro tem-se um embaralhamento na corrida presidencial. Agora, Ciro deve entrar no jogo também, tornado poucas as chances de Lula eleger sua candidata logo no primeiro turno. E Dilma Rousseff terá que mostrar mais simpatia do que nunca, porque é a principal candidata a perder votos com a candidatura da senadora do Acre.

Não haverá mais a chamada eleição plebiscitária, onde o povo praticamente optaria em continuar com o governo Lula ou não. Com a entrada de Marina “Silva”, temos uma divisão de águas. E o projeto de concentrar forças na candidata lulista foi pro fundo do poço.

Há quem diga (petistas, na maioria) que Marina está equivocada, tanto no âmbito pessoal como no político. Eu não concordo tanto com essa afirmação. Políticamente, tomando como base a continuidade da "esquerda" no poder, ela pode estar tomando um rumo conturbado pelo o que o PV representa atualmente - mesmo tendo como bandeira primordial a defesa de um projeto de desenvolvimento sustentável, o PV é patrocinado e apoiado pelo PSDB. Na área pessoa, ela disse com suas palavras que não estava se sentindo à vontade dentro de um partido que não tinha o ambientalismo como luta principal.

Mas a senadora traz consigo a esperança. Do mesmo jeito que aconteceu com Lula, em 2002, está acontecendo com ela. Depois de 7 anos de um governo petista, que se mostrou bastante incoerente para se manter no poder e com base forte, a população mais esclarecida enxerga um diferencial em Marina.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

A alternativa presidenciável para o Brasil

Por mais que agora tenha um discurso de que "de nada muda pra mim", Lula ainda vai ter muitos problemas com a provável candidatura de Marina Silva, pelo Partido Verde (PV). (Charge: Miguel/JC)

1º de janeiro de 2003. Luis Inácio Lula da Silva toma posse da presidência da República do Brasil, em Brasília. Alguns meses antes, a maioria da população brasileira elegia o ex-metalúrgico ao cargo, pois estava cansada de uma política neoliberal e elitista que visava beneficiar intensivamente os mais ricos. Com Lula no poder, a sociedade passou a acreditar que o Brasil passaria por uma grande reforma, e o PT, partido que sempre pregara a ética no governo, conseguiria transformar de fato a realidade política do país.

Sete anos depois, vemos um presidente blindado por sua popularidade, alcançada por se mostrar sempre ao lado dos menos favorecidos. No entanto, algumas informações mancharam a imagem do presidente, e mais ainda a do PT, como os escândalos do Mensalão, CPI da Petrobrás, crise do Senado... E a demissão de Marina Silva do ministério de Meio Ambiente, em maio de 2008.

Tais situações trouxeram reflexões à sociedade, numa comparação, quanto à corrupção ao atual governo com governos passados. No fim das contas, nenhum foi melhor do que o outro, interesses políticos falaram mais alto do que a ética e o PT se mostrou como um partido forte, mas incoerente.

Marina Silva está no PT há 30 anos, e tem uma projeção política parecida com a do então presidente da república. Nascida no Acre, numa família pobre de seringueiros, lutou para conquistar a autonomia e desenvolvimento de seu povo, além de se mostrar bastante preocupada com políticas de desenvolvimento sustentável para o seu país. Atualmente, é senadora do Acre.

Enquanto esteve no ministério de Meio Ambiente, não “abriu” para interesses empresariais do agronegócio, nem para a poderosa ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Mostrou-se firme com seus ideiais e não foi incoerente com o que pregava. Ela dizia há exatos dois anos: “A equação está se invertendo. Não é o desenvolvimento que precisa fazer algo pelo meio ambiente. Os ambientalistas estão trabalhando pelo desenvolvimento. Se não for assim, não haverá desenvolvimento. Em um país com a realidade do Brasil, 50% do Produto Interno Bruto dependem de nossa biodiversidade. Na visão dos desenvolvimentistas, isso não é importante. Mas destrua a biodiversidade e verifique o que vai acontecer com 50% do PIB”.

Em uma era onde o mundo clama por novas medidas para controlar o aquecimento global, tendo o Brasil como um dos principais protagonistas para mudar tal quadro, surge a possibilidade de Marina sair do PT e filiar-se ao PV, visando candidatar-se à presidência da república.

Além da política do desenvolvimento sustentável, Marina dá um ânimo a mais nas eleições de 2010. De um lado, temos José Serra (ou, pouco possivelmente, Aécio Neves), que se mostra como uma continuidade do governo FHC. De outro, temos Dilma Rousseff, continuidade do então governo Lula. A “novidade” ficaria com Ciro, ou Heloísa Helena, que de nada acrescentariam no debate político. Marina surge como uma alternativa. Aquela velha alternativa pregada pelo neto de Tancredo Neves, do pós-lulismo.

A ex-ministra é respeitada em todo o mundo, por sua política, e tem ganhado mais adeptos pelo Brasil, descontentes com a atual e a ex-gestão. Em pesquisas realizadas pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), Marina já aparece na frente da candidata petista.

Apesar da senadora do Acre ainda não ter um discurso amplo, é bom que Lula nem seus aliados subestimem o povo brasileiro e achem que popularidade ganha eleição. Depois desse debate sobre a crise no Senado, e com futuros bombardeios da oposição, a opinião pública tem mudado e irá mudar muito. No fim das contas, Marina será vista como a mesma alternativa de mudança que Lula foi, quando eleito em 2002.

E quem sabe se no dia 1º de janeiro de 2011 a gente não vai ver uma mulher tomando posse em Brasília... Uma "Silva", como Lula.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Fazendo uma boa ação

Como tudo no Senado Federal acaba em pizza, e os senadores ultimamente estão demonstrando um grande apetite, estudantes fizeram a sua parte e tentaram saciar essa larica!

E claro, os senhores senadores não gostaram muito da ideia.

Manual de elegância com o sr. Fernando Collor de Melo, Parte II

Enquanto Lula discursava, Collor bolava um plano maquiavélico para futuramente obrar na cabeça dele.

Mais uma vez o senador e ex-presidente da república, Fernando Collor de Melo (PTB-AL), mostra ao mundo a arte de ofender elegantemente. Nesta última segunda-feira (10), em discurso em plenária, Collor disse que está “obrando” na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, que trabalha na imparcial revista Veja.

Tudo começou na semana passada, quando Collor insinuou que Toledo, em 1992, propôs ao então ministro do Superior Tribunal Federal, Ilmar Galvão, que ele acusasse Collor culpado num dos “poucos” processos que corriam contra o ex-presidente.

É a velha politicagem da mídia, em especial da revista Veja. Inventar “bombas” para causar impactos na sociedade, porque impactos resultam em repercussão e dinheiro. O objetivo principal é encontrar um personagem que tenha um depoimento forte a dar. E nesse caso, de nada importa se a notícia é real ou fictícia.
Segundo Collor, Ilmar Galvão teria ficado irritado e expulsado o jornalista de sua sala. Já Toledo afirmou na última edição da revista que essa história toda é uma mentira. E agora? Acreditar em Collor ou em um jornalista da Veja?

A resposta de Roberto Pompeu de Toledo não demorou pra chegar. No último exemplar de Veja, que foi publicado neste último sábado, o jornalista afirmou que não detinha tal poder e nunca fez nenhuma proposta do gênero. E provocou: “Ao contrário de Sarney, não tenho Collor como defensor. Tenho como acusador. É uma honra." HUAHUAHUAH... Ô racinha escrota!

Mas claro que nosso querido Collor não iria sair por baixo dessa. Ergueu a cabeça, fez aquela cara de psicopata cheirado, e deu mais uma aula de elegância, soltando a seguinte pérola: “Eu tenho obrado em sua cabeça (Roberto Pompeu de Toledo) nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista", disse o senador.

Aqui na minha terra “Obrar” tem outro significado. Enquanto Collor soltava essas lindas palavras, na sua cabeça ele dizia:
“Tô andando e cagando na cabeça desse p*@#%”.

Eu concordo com meu ex-presidente. Jornalista da Veja não merece título de jornalista! Mas pensando bem, essa história de título, diploma... Isso não pertence mais aos jornalistas. Huahuahuauha.

E pra fechar com chave de ouro, a assessoria de Collor informou que o uso do termo usado pelo senador não tem tal sentido, dizendo apenas que Collor quis dizer "obrar". Uma boa explicação.

Segundo informações sigilosas, depois do ocorrido Renan, Sarney e Collor saíram para uma pizzaria dizendo que iriam comemorar a vida. É mole?

domingo, 9 de agosto de 2009

O presente do dia

"É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", Legião Urbana.

Nesse caminho que a gente percorre ao longo da vida, aprendemos coisas boas e más, que dependendo da nossa formação e do meio em que vivemos influencia na pessoa que somos. Uma das coisas boas que eu particularmente aprendi percorrendo essa jornada foi ter esse sentimento escrito em música, na letra Pais e Filhos, da banda Legião Urbana. Aquela velha história, baseada em fatos reais (acredito eu), do cara chamado Jesus Cristo, que tinha vários seguidores porque amava a todos como a si mesmo, e, além disso, conseguia amar a todos igualitariamente, seja lá qual fosse o gênero, cor, classe, profissão ou “opção sexual” da pessoa. Ele amava as pessoas.

E é nesse sentimento, de fazer as coisas em amor ao próximo, que desejo esse post a um outro cara.

Feliz dia dos pais, meu pai.

sábado, 8 de agosto de 2009

Educação não é mercadoria!

Com tantos diplomas, o estudante da FAUPE realmente deve se desdobrar nos estudos

Segue abaixo artigo escrito pela diretora da UNE e do Movimento Mudança, Thalita Martins, sobre a mercantilização do Ensino Superior no Brasil.
Aqui em Pernambuco, uma "faculdade" entitulada de FAUPE (Faculdade Unidas de Pernambuco) está oferecendo três diplomas com o pagamento de apenas um curso. No texto dá pra entender melhor, e abaixo a gente também tem o site da instituição com a propaganda.

Educação não é mercadoria!

Por Thalita Martins

Pelas ruas e bares de Recife, Pernambuco, estão fixados vários cartazes da Faculdade Unidas de Pernambuco (FAUPE) com os seguintes dizeres: “Diplomas progressivos. Um curso igual a três diplomas. A FAUPE revoluciona o formato do ensino superior e aproxima você do mercado de trabalho. Mensalidade a partir de R$ 250,00 reais”. A propaganda também por ser observada no site http://www.faupe.com.br/. A proposta “revolucionária” da Faculdade é que no 3° período o estudante receba um diploma de técnico; no 4° período o estudante tenha direito ao segundo diploma, de graduação; e que, ao término do curso, no 8° período, o mesmo receba um diploma de bacharel. Você pode fazer o vestibular em qualquer dia, somente com as seguintes matérias: português, redação, história e geografia.

Assim como a FAUPE, inúmeras Instituições Superiores brasileiras fazem a comercialização de diplomas e lucram muito com esse mercado clandestino. O ensino superior nas particulares se tornou mera mercadoria sujeita às ofertas do mercado e à elevação e diminuição dos preços de acordo com a lei da oferta e da procura, não seguindo nenhuma lógica de retorno em investimentos no ensino, na pesquisa e na extensão. A atual lei de mensalidades, aprovada em 1999, no governo de Fernando Henrique Cardoso, colabora com a exploração e evasão dos estudantes, bem como na punição aos estudantes inadimplentes. Também não há um critério acadêmico nem social para a criação dos cursos nestas Instituições.

Isso é um problema sério para a educação superior brasileira. Entendemos a educação como um processo de emancipação dos seres humanos, sejam estes enquanto indivíduo ou enquanto classe. Como afirmava o companheiro Paulo Freire, a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade se transforma. Nesse sentido, defendemos a educação como um direito de todas as pessoas e condição primordial para a sociedade que tanto almejamos. Somos da opinião de que a Universidade é estratégica para o desenvolvimento sustentável do país e de que o fortalecimento do seu caráter público, a democratização do seu acesso e permanência e a regulamentação e controle por parte do poder público das instituições particulares são eixos fundamentais para que a educação superior brasileira possa (re)produzir conhecimento e fazer pesquisa e extensão favoráveis ao nosso povo.

Portanto, a defesa de uma educação popular, democrática e pública deve estar na pauta do dia do movimento estudantil brasileiro e da União Nacional dos Estudantes. Popular no conhecimento, no foco. Democrática em seu acesso, permanência, na sua relação e organização interna e envolvimento com a sociedade. E pública na sua oferta, no seu acesso, nos seus fins. E o caráter público e popular também deve se fazer presente nas instituições pagas, juntamente com a qualidade e a democracia. Para isso, faz-se mister a regulamentação dessa modalidade de ensino, havendo assim um controle do poder público nos reajustes das mensalidades, evitando seus preços abusivos e exigindo maior qualidade do ensino, pesquisa e extensão e dos programas de assistência estudantil. Sobre o tema, está em tramitação um projeto de lei da UNE, assinado pelo então Deputado e ex-presidente da entidade, Renildo Calheiros, que visa implementar medidas voltadas a assegurar um maior controle das mensalidade (PL 6489/06). E, ao defendermos a qualidade de educação, é preciso defender a nacionalização da mesma, barrando o capital estrangeiro nela aplicado.

Em períodos de crise, como o atual, é necessário o congelamento das mensalidades em cada IES privada. Os estudantes brasileiros não podem pagar por uma crise que não é sua! Para além disso, notamos que o perfil da maioria dos estudantes que estão nas faculdades privadas são trabalhadores, portanto, as Instituições devem criar mecanismos de assistência estudantil, como bolsas totais ou parciais, para aqueles e aquelas estudantes que porventura ficaram desempregados, seja ou não em decorrência da crise, no decorrer do curso não largarem o seu sonho.

Ao mesmo tempo, os Governos Estaduais e Federal devem aumentar gradativamente as vagas disponibilizadas nas Universidades Públicas, democratizando também o seu acesso, principalmente no período noturno. Grande parte dos estudantes presentes nas Instituições particulares está lá por não terem acesso ao ensino público.

Mas não há neutralidade no processo educativo. A educação na sociedade capitalista é construída para manter o status social e econômico vigente, refletindo a sociedade que a produz. No entanto, por vivermos permeados de contradições, de lutas e antagonismos de classe, a educação pode mudar de acordo com o movimento da sociedade, possibilitando uma educação diferente, que traga transformações populares e sustentáveis para o povo brasileiro. Para que tudo isso se concretize, a UNE precisa cumprir seu papel de mobilização e organização do movimento estudantil nas Instituições de Ensino Superior particulares. Também é imprescindível que haja uma unidade da juventude que combata os tubarões de ensino presentes no parlamento brasileiro, que fazem da educação objeto de seus interesses financeiros. A educação não é mercadoria e sim um direito!

Thalita Martins é diretora da UNE 2009/2011 pela tese “Mudança é Movimento”. E-mail: thalita@mudanca.org.br

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

La Comunicacion es um derecho de todos!

Atenção, estamos falando de um direito seu!

Por mais que o Brasil acredite veemente que vive numa democracia, existem certos direitos constitucionais que não são respeitados pelo próprio Estado. A garantia dos direitos básicos não acontece no nosso país, e isso não é nenhuma novidade. Dentre eles, um destaque para a comunicação.

Quando o líder argentino, Che Guevara, dizia que “la comunicación es un derecho que garantiza el ejercicio de otros derechos”, ele não estava errado. Sem informação e sem acúmulo de debate, o indivíduo se torna uma presa fácil de ser manipulado por alguém que tenha informação ou acúmulo de debate. Um exemplo desta teoria é a Igreja Católica Apostólica Romana, que, durante a idade média, mantinha sob total sigilo as informações e documentos existentes, deixando a população desinformada e controlada.

Atualmente, depois de seis anos à frente da presidência da República do Brasil, o então “guerreiro do povo brasileiro”, Luis Inácio Lula da Silva, decretou no último mês de março a realização da I Conferência da Comunicação no Brasil (Confecom), evento solicitado pelos movimentos sociais durante anos, que terá como tema a Democratização dos Meios de Comunicação e que acontecerá nos dias 2, 3 e 4 de dezembro deste ano, em Brasília.

A mídia brasileira, totalmente desinteressada neste evento, está fazendo o trabalho de esconder a realização da Confecom da população. Até hoje, mesmo com uma mobilização nacional para que o evento aconteça, pouco se vê sobre o assunto nos jornais e revistas brasileiras.

Em solos tupiniquins, a comunicação é explorada pela iniciativa privada, e esta realidade se engessou dentro do Estado, perdurando até os dias atuais. Uma prática comum que acontece deste o tempo em que fomos descobertos. De 1500 d.c., quando Cabral avistou aquelas belas índias nuas pela primeira vez, até os dias atuais, somos explorados na maior cara de pau por todo mundo.

A maioria da população, totalmente acomodada, não tem consciência de que ter acesso à produção na mídia é um direito.

Acredito que para uma sociedade socialista, onde todos os cidadãos tenham os mesmo direitos e as mesmas condições de vida, é necessário que a democracia dentro da comunicação exista. Que todos os setores da sociedade possam se expressar e dizer o que pensam, e não somente uma classe dominante, que diz o que quer e o que quer que acreditem que seja verdade.

Este debate está apenas começando no Brasil, e, obviamente está causando a maior movimentação negativa por parte do empresariado do setor.

Para complicar mais ainda, a maioria da bancada do Senado Federal, responsável pelo controle das nossas concessões públicas, possui algum empreendimento na área da comunicação, além de contribuir para que os interesses da classe empresarial sejam atendidos. Nós, cidadãos, que temos o direito de debater sobre a democratização da mídia, estamos deparados com um grupo empresarial, elegido por nós mesmos, que está empenhado em vetar a discussão sobre o tema.

Os movimentos sociais estão lutando para mobilizar a sociedade para o debate, mas os empresários estão colocando obstáculos em tudo. Até porque não é de interesse deles que a comunicação, como um direito constitucional, seja discutida com a sociedade. Eles teriam muita perda de dinheiro e poder. Ter informação é ter poder encima de quem é desinformado.

No entanto, o maior inimigo para a mobilização do povo não é o empresário, ou o senador corrupto. O maior inimigo na luta pela democratização dos meios de comunicação, na verdade, é o próprio povo. Acomodado, ele não tem interesse no assunto. E para piorar, os movimentos sociais adotam, atualmente, uma prática diferente dos “anos dourados”, onde a movimentação corpo a corpo acontecia paralelamente com o debate político. Hoje, o debate é infinitamente maior do que a movimentação, e está na hora desta realidade ser alterada.

Mesmo sendo comandado por um governo que diz lutar pela democracia de seu povo, o brasileiro viu um de seus direitos mais importantes ser desprezado durante os últimos anos. Além de ter sido o governo que mais fechou rádios comunitárias, ele colocou um empresário da mídia no ministério das Comunicações, consolidando um ciclo que se perdura há décadas.

Apesar do número de empresários não se comparar com o número de pessoas envolvidas com movimentos sociais, o Governo Federal disponibilizou 40% dos delegados da Confecom para os donos da mídia. Sabe-se que 40% não representa a maioria, mas diante de um movimento social totalmente desorganizado, eles saem na frente.

Com a Confecom, vemos uma oportunidade de mudança no quadro que vivemos. É importante que todo e qualquer cidadão, seja qual for a sua classe ou formação intelectual, esteja informado e por dentro do assunto. Por isso, converse sobre o assunto com seus amigos, parentes e conhecidos. O debate deve ser levado para toda a sociedade.

Caso contrário ou se preferir, desligue a TV e vá assistir seu programinha favorito na Rede Globo Television.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Enquanto isso, nos manguezais de Recife...

Rest In Peace my brother

Enquanto isso, aqui em Recife, os bohêmios alternativos e frequentadores da noite estão de luto. Isto porque o prefeito da cidade, Joãozito Costa, vulgo demolidor, mandou derrubar vários imóveis irregulares que estavam na beira do rio Capibaribe, nas próximidades da av. Beira Rio, incluindo o famoso Bar Garagem.

Tal bar fez parte da vida de muitas pessoas, inclusive artitas e intelectuais da sociedade, onde se confraternizavam e gozavam do melhor da noitada. Além disso, fez parte também da polícia Civil e Federal, que, por não terem o que fazer da vida, batiam muito por lá alegando que existia uma movimentação de drogas ilícitas muito grande. Tudo MENTIRA! Tudo intriga da oposição! Muhauahuahua.

A razão da destruição sem dó nem piedade é por conta da construção de uma nova avenida na região, que de acordo com fontes secretas se chamará Av. Maurício de Nassau. Qualquer associação com o fato de existir uma faculdade de mesmo nome no bairro, do diretor da instituição, Janguiê Diniz, ter relações muito próximas com o grupo petista do prefeito, e dele ter enviando um projeto à PCR sugerindo a construção da via são mera coincidências.

Vale destacar que os imóveis ali presentes, apesar de serem irregulares, não deterioravam o manguezal presente ao lado. A construção de uma avenidade naquela região irá acarretar em impactos negativos diretos no ecossistema da área. Mas como foi seu Janga que pediu, tá mandado né!?

É Janguiê querendo dominar o mundo! E Joãozito querendo detoná-lo
P.S. - Mas os bohêmios de plantão podem sossegar. De acordo com o dono do antigo bar Garagem, conhecido como Nilson, ele será reaberto em algum outro pico, quer dizer, espaço.

Manual de elegância com o sr. Fernando Collor de Melo


Fernando Collor de Melo: Exemplo de elegância e etiqueta dentro do Senado Federal

Segue link:

Neste vídeo, que contém um discurso do ex-presidente da República do Brasil, Fernando Collor de Melo, temos uma aula de elegância. Aprendemos como, por exemplo, mandar uma pessoa "tomar naquele canto" de forma elegante... Ou melhor dizendo, aprendemos a mandar o indivíduo a guardar ou esconder algum objeto de forma roliça no seu buraco inferior utilizado para atividades fisiológicas.

Na última segunda-feira (03), após o discurso do senador Pedro Simon (PMDB), quando este defendia a renúncia do presidente do Senado, José Sarney, e bateu boca com o comedor de jornalistas mafioso senador Renan Calheiros (PMDB), comentando o fato de Renan ter "abandonado" Collor em 1992 (quando ele ainda era presidente do Brasil), o senador alagoiano do PTB reapareceu com seus discursos inflamados, típicos de sua campanha eleitoral de 1989 e de quando se defendia de acusações de corrupção na época em que era presidente. Marcado pela elegância suja e pela voz ofegante (como se estivesse sob efeito de alguma droga), Collor, com cara de malvado, voltou e proferiu para Pedro Simon as seguintes palavras:

"As palavras que o senhor acabou de pronunciar, são palavras em relação a mim e às minhas relações políticas. São palavras que eu não aceito. Quero que engula estas palavras e as digira como preferir".

Em bom português, ele quiz dizer: Pegue essas palavras e enfie no meio do teu c...

Após o comentário elegante, ameaçou Pedro Simon de trazer à tona algumas situações constrangedoras, fazendo com que o senador gaúcho parasse de latir e colocasse o rabo entre as pernas - logo ele, que se dizia tão puro! Ó Deus, ninguém se salva!?

O que me intriga com essa galera é que eles me deixam morrendo de curiosidade. Fiquei sem dormir querendo saber que foi que Pedrinho fez de errado! Isso não é justo!


Calma Collor! Cuidado com o coração. Teu remedinho dá arritmia. E Pedro Simon, cuidado também! Tá no sangue familiar de Collor assassinatos dentro do Senado, causadas (ou não) pela euforia de algumas substâncias... É, tá bom de veneno por hoje.

O mundo é um palco

As comparações com um anfiteatro são inevitáveis

Uma frase que sempre me trouxe inúmeras reflexões, principalmente quanto ao que se vê diariamente na mídia brasileira sobre a política nacional, é uma citada no documentário The Zeitgeist, e que fala exatamente sobre o que estou sentindo ultimamente referente aos recentes desfechos de nossos representantes: “O mundo é um palco”.

O cidadão brasileiro está totalmente desiludido com a política de seu país. Não acredita mais em seus governantes, prefeitos, tampouco em deputados e senadores. Estes últimos principalmente, por viverem num mar de luxo e demonstrarem dia após dia que estão literalmente cagando e andando sobre a opinião pública. Esquecem eles que limpam as partes inferiores com papel pago com nosso dinheiro. E pior que isso, nós esquecemos que somos nós quem paga a limpeza toda. Enfim...

O Senado Federal passa por uma falsa forte crise, instigada pela nossa mídia que tem total influência da direita (PSDB e DEMOCRATAS, principalmente), que atiça o cidadão a criticar e apontar apenas um culpado pela constrangedora situação. Muitas vezes o brasileiro esquece, ou, pior ainda, não sabe que a grande maioria que está ali dentro comete ou cometeu alguma sacanagem com dinheiro público, e que o maior culpado por tudo é exatamente o próprio brasileiro, por ter elegido tal sacana.

O Sr. Presidente do Senado Federal, José Sarney, passa ultimamente por um ataque feroz dos que detém a informação no Brasil. É óbvio que o velhinho não é nenhum bom senhor ao estilo papai Noel, mas além de criticá-lo diretamente deve-se tentar enxergar o “palco” armado por trás de todo o cenário.

Em ano pré-eleitoral, o que tucanos e ‘DEMO’cratas mais querem é destruir a imagem do Governo Federal, e obviamente do presidente Lula, de que ele luta e trabalha pelo povo. A velha carta na manga. Sem discurso, a melhor estratégia para políticos de falso caráter é mostrar que o adversário é mais sujo do que eles. Daí a tentativa de tirar o velhinho da presidência do Senado.

Se Sarney sair, alguém do PSDB entra na presidência. E ai já viu. CPIs de tudo o que é coisa vão aparecer, inclusive a CPI da Petrobrás – que irá manchar não somente a reputação do presidente, mas de uma estatal que possui reconhecimento internacional. Em paralelo, vão querer passar, assim como já fazem, a imagem de que são os únicos éticos e moralistas do ambiente político. Um exemplo claro dessa atuação está na figura do sr. Senador Arthur Virgílio, que cometeu inúmeras irregularidades e agora paga de bom samaritano.

Além disso, querem quebrar o maior partido do país, o PMDB, que irá apoiar diretamente no ano que vem a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à presidência da República. Sem este apoio, o PT terá muitas dificuldades para vencer as eleições e manter uma base governista. Por isso vimos recentemente um presidente tão “preocupado” com o velhinho Sarney e com toda a crise no senado. Ele sabe muito bem do que a mídia brasileira é capaz.

O que não podemos ter é aquela velha primeira impressão sobre tudo, ainda mais quando estamos tratando de informações que chegam através da mídia. PSDB e DEMOcratas possuem ligação direta com os grandes veículos midiáticos, e farão de tudo para que a população tenha uma primeira impressão de imediato, criticando e desejando a cabeça de apenas uma pessoa, e conseqüentemente de um bloco político.

“O mundo é um palco”. E como Lula mesmo disse, não foi ele quem elegeu Sarney. Nem a bancada do senado. Fomos nós que escolhemos os atores e diretores desta peça. E somos nós os detentores do poder de tirá-los desta encenação. Por mais desiludido que o brasileiro esteja com a política do seu país, está na hora de uma reflexão maior sobre os rumos que estamos tomando como cidadãos de uma república democrática.

Não é justo que se dê as costas ou deixe a desilusão tomar conta de você enquanto várias pessoas foram torturadas e assassinadas, na única tentativa de garantir que você tenha o direito de colocar a boca no trombone.

Se ele fica, eu volto pra ficar!

Ô vovô! Larga de ser teimoso. Daqui a pouco vão sair dizendo por ai que o senhor tá caducando e vão deixar de votar em você! Ai eu quero ver tu ficar!

Renascimento é o termo usado para identificar o período da História da Europa, aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, quando diversas transformações em muitas de áreas da vida humana assinalam o final da Idade Média e o início da Idade Moderna.

Estou há muito tempo sem postar nada aqui. Isso é fato. E me arrependo profundamente de ter abandonado este espaço e o motivo de tê-lo construído.

Mas vou fazer este blog renascer das cinzas, ave fênix, e alinha-lo ao meu prazer mais prazeroso: Fazer piada e comentários quanto ao nosso cotidiano político-brasileiro. Até porque não tem nada mais engraçado e hilário do que falar sobre nossos representantes.
Além do divertimento, vou voltar a filosofar, como bom e velho decendente de Froid, Marx, Engels, entre tantos outros.
Ontem, por exemplo, foi o dia do fico do velhinho teimoso, Sr. senador José Sarney - Mais tardá volto acá para um texto mais específico sobre o babado do momento. Hoje acordei meio inspirado e resolvi voltar pra ficar! Se ele pode porque eu não posso!?

Então é isso... Fica o aviso e o registro!