quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Manual de elegância com o sr. Fernando Collor de Melo, Parte II

Enquanto Lula discursava, Collor bolava um plano maquiavélico para futuramente obrar na cabeça dele.

Mais uma vez o senador e ex-presidente da república, Fernando Collor de Melo (PTB-AL), mostra ao mundo a arte de ofender elegantemente. Nesta última segunda-feira (10), em discurso em plenária, Collor disse que está “obrando” na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, que trabalha na imparcial revista Veja.

Tudo começou na semana passada, quando Collor insinuou que Toledo, em 1992, propôs ao então ministro do Superior Tribunal Federal, Ilmar Galvão, que ele acusasse Collor culpado num dos “poucos” processos que corriam contra o ex-presidente.

É a velha politicagem da mídia, em especial da revista Veja. Inventar “bombas” para causar impactos na sociedade, porque impactos resultam em repercussão e dinheiro. O objetivo principal é encontrar um personagem que tenha um depoimento forte a dar. E nesse caso, de nada importa se a notícia é real ou fictícia.
Segundo Collor, Ilmar Galvão teria ficado irritado e expulsado o jornalista de sua sala. Já Toledo afirmou na última edição da revista que essa história toda é uma mentira. E agora? Acreditar em Collor ou em um jornalista da Veja?

A resposta de Roberto Pompeu de Toledo não demorou pra chegar. No último exemplar de Veja, que foi publicado neste último sábado, o jornalista afirmou que não detinha tal poder e nunca fez nenhuma proposta do gênero. E provocou: “Ao contrário de Sarney, não tenho Collor como defensor. Tenho como acusador. É uma honra." HUAHUAHUAH... Ô racinha escrota!

Mas claro que nosso querido Collor não iria sair por baixo dessa. Ergueu a cabeça, fez aquela cara de psicopata cheirado, e deu mais uma aula de elegância, soltando a seguinte pérola: “Eu tenho obrado em sua cabeça (Roberto Pompeu de Toledo) nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista", disse o senador.

Aqui na minha terra “Obrar” tem outro significado. Enquanto Collor soltava essas lindas palavras, na sua cabeça ele dizia:
“Tô andando e cagando na cabeça desse p*@#%”.

Eu concordo com meu ex-presidente. Jornalista da Veja não merece título de jornalista! Mas pensando bem, essa história de título, diploma... Isso não pertence mais aos jornalistas. Huahuahuauha.

E pra fechar com chave de ouro, a assessoria de Collor informou que o uso do termo usado pelo senador não tem tal sentido, dizendo apenas que Collor quis dizer "obrar". Uma boa explicação.

Segundo informações sigilosas, depois do ocorrido Renan, Sarney e Collor saíram para uma pizzaria dizendo que iriam comemorar a vida. É mole?

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